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PubhD Portugal

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Três alunos de Doutoramento apresentam os seus projetos de investigação num bar. Sem apresentações formais, apenas eles e um quadro branco em frente ao seu público. Cada um tem 10 minutos de apresentação, seguidos de 20 minutos de perguntas e respostas. Nesta atividade juntam-se duas das iniciativas PubhD do país, PubhD Coimbra e PubhD Lisboa.

Como usar o sistema imunitário no combate ao cancro?

Teresa Abreu | CNC - Centro de Neurociências e Biologia Celular, Universidade de Coimbra

Um dos fatores inerentes à complexidade do processo cancerígeno reside no impacto que este tem nos vários órgãos e sistemas que constituem o nosso organismo. Um exemplo altamente revelante é o Sistema Imunitário - responsável pela defesa contra agentes agressores - o qual é capaz de reconhecer e destruir as células tumorais, numa fase inicial da doença. Porém, à medida que o cancro progride, as células malignas ficam dotadas de certas características que lhes permitem “fugir” à ação imunitária. Estes mecanismos facilitam o crescimento dos tumores, potenciando a evolução da doença oncológica.

Hoje, sabe-se que o futuro do tratamento do cancro passará por estratégias que promovam a ativação do sistema imunitário do próprio doente, e há já várias terapias aprovadas – designadas de imunoterapias – que assentam neste contexto.

O meu projeto de investigação tem como objetivo, precisamente, a ativação do sistema imunitário, de forma a que este fique capaz de reconhecer (“ver”) e destruir (“matar”) as células cancerígenas. As células T - células guerreiras do nosso sistema imunitário - são as personagens principais deste projeto, que ao sofrerem uma pequena modificação na sua estrutura, ganham super poderes de combate ao cancro. Nesta conversa, será explicado como é que estas células T alteradas podem contribuir para fazer avançar o tratamento do cancro.

Comunicar ciência e tecnologia: os livros de divulgação científica da editora Gradiva e o ensino superior

Inês Navalhas | CIUHCT/NOVA School of Science and Technology

Na minha tese de doutoramento, foquei-me no período pós 1974, ano que pôs fim a uma longa ditadura, e analisei os livros publicados na coleção Ciência Aberta da Editora Gradiva, para encontrar as suas estratégias de comunicação de ciência para um público mais vasto. Entrevistei os autores portugueses desses livros e os editores da coleção com o objetivo de perceber como se posicionam em relação à comunicação de ciência, às barreiras que encontram ao comunicar ciência, assim como a sua visão do público e da leitura. Por fim, quis analisar várias dimensões (atitudes, interesse, informação) dos estudantes e docentes da FCT NOVA, relativos à compreensão pública da ciência e à sua relação com os livros da coleção.

Contribuir para a perceção de que os cidadãos podem participar da democracia e estar informados, foi o propósito desta investigação, para o qual a literacia científica desempenha um papel fundamental uma vez que permite o acesso aos temas atuais, marcados invariavelmente pela ciência e pela tecnologia. A literacia científica e o acesso democratizado à informação são igualmente relevantes para as escolhas e tomadas de decisão dos cidadãos face aos desenvolvimentos da ciência e da tecnologia, numa fase em que se exige que a produção do conhecimento científico comece a ser cada vez mais partilhada entre cidadãos e cientistas.

Antecipar e desarmar crises epiléticas: utopia ou futuro?

Mauro Pinto | CISUC - Centro de Informática e Sistemas da Universidade de Coimbra

Cerca de 1% da população mundial tem epilepsia e um terço deste universo (aproximadamente 23 milhões) é resistente à medicação. Ou seja, a medicação existente não permite acabar com as crises destes doentes.

Existe investigação em previsão de crises epiléticas há mais de 40 anos, usando o sinal de eletroencefalograma (EEG). Este é o sinal que mede a atividade elétrica do cérebro. Apesar dos grandes avanços obtidos ao longo do tempo, em grande parte devido ao desenvolvimento da área de inteligência artificial, são ainda escassos os ensaios clínicos e dispositivos comerciais que possam resolver a vida destes doentes. Assim, o meu trabalho passa não só por conseguir desenvolver algoritmos de inteligência artificial que façam a melhor previsão possível, mas que igualmente tentem lidar com questões de segurança do doente, ordem ética e legislação em vigor.

Com este meu trabalho, espero assim vir a contribuir para a mitigação de um ceticismo (natural e justificado) que existe com este tipo de algoritmos, especialmente em áreas como a saúde.

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2021
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